O efeito Shakespeare: tempestade no cérebro

“A leitura é para o cérebro o que o exercício é para o corpo”,  escreveu o poeta inglês Joseph Addison no século XVII. A ciência do século XXI concorda com Addison e recomenda a leitura de textos complexos que  acelerem o funcionamento do cérebro. Livros que façam sair faísca do cérebro, como recomenda o professor Philip Davis (Universidade de Liverpool), um estudioso de neurologia e Shakespeare. Uma tempestade de novas palavras e de novos modos de se usar a linguagem, mudanças súbitas na sintaxe, uma descarga elétrica de metáforas e de sinédoques, tudo isto força o cérebro a trabalhar mais e melhor. Ninguém faz isto melhor que o autor de A tempestade. Em suas próprias palavras, “ a man of fire-new words”.

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