Apaixonados pelo Bardo

Em carta aos irmãos, em maio de 1819, o poeta John Keats confessa que gostaria de saber a posição exata em que William Shakespeare se sentava para escrever; em Ulysses, James Joyce inclui um episódio no qual Stephen Dedalus entretém uma plateia com o lado mais escandaloso da vida sexual do dramaturgo; no romance Nada como o sol, Anthony Burgess também se volta para a vida e as aventuras amorosas do poeta, relacionando-as, imaginativamente, à criação poética.

Em seu conto “La memoria de Shakespeare” (1983), Jorge Luis Borges mostra como Sorgel, um pesquisador que escrevia a biografia do dramaturgo, ao aceitar a memória de Shakespeare, perde sua própria memória e identidade. Comum a todas essas obras, a vontade de conhecer a vida privada e a personalidade deste que é considerado pelo crítico Harold Bloom o centro do cânone ocidental, o inventor da língua inglesa e da própria natureza humana. Neste ensaio, analisamos como a duradoura e constante curiosidade da cultura ocidental por Shakespeare tem-se manifestado desde o início do século XVIII, com o aparecimento da primeira biografia do poeta, escrita por Nicholas Rowe, até os
nossos dias, quando Shakespeare apaixonado recebe o Oscar de melhor filme de 1998 e mais outros sete prêmios da academia.

Artigo escrito por Liana Leão que trata de fato e ficção nas biografias de Shakespeare

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